Novos estudos muito inovadores e altamente especulativos têm surgido sobre o tema da teoria quântica ligada à consciência. Um desses estudos foi o publicado na revista Frontiers in Human Neuroscience e revisto por pares pelo físico Joachim Keppler, onde apresentou um modelo teórico que procura explicar a consciência a partir da ligação entre o cérebro e o campo de ponto zero. Um campo quântico universal (pode funcionar como um “reservatório” fundamental e o cérebro poderia interagir com ele), antecipado pela electrodinâmica quântica (prevê campos quânticos que existem em todo o Universo e o campo de ponto zero é um desses exemplos). A ligação à consciência é uma hipótese atual e interessante, mas ainda não foi demonstrada.

Microcolunas do córtex cerebral: cada unidade funcional tem cerca de 100 neurónios, com conexões excitadoras e inibidoras que organizam a atividade cortical.

O estudo propõe que a consciência pode não ser apenas resultado da actividade neuronal, mas de uma ligação entre o cérebro e o campo quântico do vácuo, uma ideia bastante debatida sobre a origem da experiência consciente e que liga a neurociência à física fundamental.

O autor sugere propõe:

Os estados conscientes resultam de uma ligação mais profunda com este campo fundamental.

Segundo Keppler:

O cérebro opera num estado crítico altamente organizado, caracterizado por padrões sincronizados de atividade neuronal, possivelmente ligado a processos quânticos fundamentais.

O autor destaca ainda que:

Estes padrões, frequentemente observados em estados conscientes, levantam uma questão fulcral: o que mantém o cérebro nesse equilíbrio delicado?

O modelo criado pelo autor propõe que a consciência aparece quando o cérebro entra num estado altamente sincronizado, possivelmente ligado a processos quânticos fundamentais. Os processos quânticos fundamentais, serão o conjunto de fenómenos básicos da física como a superposição, entrelaçamento, flutuações do vácuo e coerência quântica. O cérebro pode explorar estes fenómenos em certas condições, como a coerência quântica e a interacção com o campo de ponto zero, mas não são os neurónios sozinhos que constroem a consciência, mas um estado físico baseado nesses processos.

Como o próprio autor escreve:

A consciência pode surgir da capacidade do cérebro de ecoar com o vácuo quântico, conceito que liga directamente, a experiência consciente a processos físicos fundamentais.

Keppler também aborda a perda de consciência durante estados como a anestesia, em que essa ligação ao campo quântico é interrompida, levando à quebra dos padrões críticos de atividade cerebral. A consciência não depende apenas atividade elétrica do cérebro, mas da sua ligação a um nível mais profundo da realidade física.

Apesar de inovador, o próprio autor reconhece que o modelo ainda precisa de validação experimental.

Autor: Prof. Nuno Nascimento

Professor de Informática e apaixonado pelo conhecimento científico.

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