Em abril de 2026, o mundo da ciência reuniu-se no Barker Hangar, em Santa Monica, para a 12.ª cerimónia do Breakthrough Prize. O evento, fundado por figuras como Mark Zuckerberg, Priscilla Chan e Sergey Brin, atribuiu mais de 18 milhões de dólares para reconhecer descobertas que aprofundam a nossa compreensão do universo e melhoram a vida de milhões de pessoas.
Ciências da Vida: Revoluções Genéticas
A categoria de Ciências da Vida premiou três equipas distintas.
Jean Bennett, Katherine A. High e Albert Maguire foram distinguidos pela criação da primeira terapia genética aprovada pela FDA para uma doença hereditária da visão, devolvendo a capacidade funcional a doentes com degeneração da retina.
- O Avanço Científico: Foram distinguidos pelo desenvolvimento da primeira terapia genética aprovada pela FDA para uma doença hereditária.
- Impacto Clínico: A terapia foca-se no tratamento da degeneração da retina, permitindo devolver a visão funcional a doentes que, de outra forma, teriam que lidar com a perda de visão progressiva.
Stuart H. Orkin e Swee Lay Thein receberam o prémio pelo desenvolvimento de terapias baseadas em CRISPR para a anemia falciforme e beta-talassemia.
- A Descoberta: Eles descobriram o mecanismo biológico de como o corpo humano alterna entre a hemoglobina fetal e a hemoglobina adulta.
- Terapias Inovadoras: Ao identificarem um regulador genético essencial neste processo, o seu trabalho permitiu a criação de novas terapias de edição genética (como o CRISPR) para tratar ambas as condições.
- Impacto Humano: Estas doenças afetam milhões de pessoas em todo o mundo. A importância da descoberta está na tradução de biologia fundamental em tratamentos transformadores que podem curar ou melhorar bastante a qualidade de vida dos doentes
Já Rosa Rademakers e Bryan Traynor foram laureados pela descoberta de mutações genéticas cruciais que unificam as causas da ELA e da demência frontotemporal.
Física Fundamental e Matemática Na Física Fundamental, o prémio principal foi para as colaborações Muon g-2 (CERN, Fermilab e Brookhaven), que mediram o momento magnético do muão com precisão sem precedentes, procurando falhas no Modelo Padrão.
A edição contou ainda com um Prémio Especial para David J. Gross pela sua carreira dedicada à física nuclear e teoria das cordas.
Na Matemática, o francês Frank Merle foi reconhecido pelo seu trabalho em equações diferenciais não lineares, essenciais para compreender sistemas complexos como turbulência e plasmas.
Novas Vozes e o Futuro
Pela primeira vez, foi entregue o Prémio Vera Rubin New Frontiers à investigadora Portuguesa Carolina Figueiredo, cujo trabalho sugere que o comportamento das partículas pode ser regido por estruturas geométricas subjacentes. Por este contributo inovador, foi a primeira vencedora do Prémio Vera Rubin New Frontiers, um galardão de 50.000 dólares que distingue talentos emergentes na ciência.
Como afirmou Zuckerberg, os laureados deste ano demonstram o,
que a grande ciência pode fazer: … levar a descobertas que melhoram a vida de milhões de pessoas
