Os cientistas calculam que possam existir centenas de milhares de milhões de galáxias, e cada galáxia pode ter milhares de milhões de estrelas.

Só a nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 100 a 400 mil milhões de estrelas incluindo o nosso Sol.

Imagem da nossa galáxia, a Via Láctea. Ela brilha com poeira neste mapa de todo o céu obtido pelo Planck, uma missão da ESA (Agência Espacial Europeia) com importantes contributos da NASA. As “torres de cores incandescentes” são, na realidade, poeira na galáxia e além dela que foi polarizada. Os dados mostram luz com 353 gigahertz, ou comprimentos de onda de 0,85 milímetros, que é mais longo do que conseguimos ver a olho nu. Crédito da imagem: ESA/NASA/JPL-Caltech

Por exemplo, a Agência Espacial Europeia (ESA) salienta que uma simples multiplicação entre o número estimado de galáxias e o número médio de estrelas por galáxia já leva-nos a um valor na ordem dos 10 elevado a 22 a 10 elevado a 24 estrelas no Universo observável, ou seja, os números são tão grandes que os cientistas comparam-nas ao número de grãos de areia na Terra.

Estes cálculos são estimativos aproximados, pois são baseados em observações e modelos do universo. É impossível contar todas as estrelas individualmente, dada a imensidão do Universo e à limitação dos nossos telescópios.

Por que esta informação é importante?

Estas informações ajudam-nos a entender a dimensão do universo e a sua estrutura, a formação de galáxias e a evolução das estrelas, e criando também uma perspectiva sobre a possibilidade de existirem novos sistemas planetários por descobrir. Imagine, se existem tantas estrelas como o sol, então poderão existir planetas que orbitam ao seu redor e que poderão conter condições favoráveis à vida. Este estudo pode agregar áreas da ciência como astronomia, física e a busca por vida fora da Terra num quadro científico maior, e levar a que novas gerações de cientistas explorem mais sobre as origens, evolução e destino do universo.

A imagem de destaque, foi criada a partir de dados do Telescópio Espacial Hubble (HST) provenientes da seguinte proposta: 9978: S. Beckwith, S. Malhotra, M. Giavalisco, N. Panagia, J. Rhoads, M. Stiavelli, R. Somerville, S. Casertano, B. Margon, C. Blades, J. Caldwell, and M. Clampin (STScI), M. Corbin (CSC), M. Dickinson, H. Ferguson, and A. Fruchter (STScI), R. Hook (STScI/ECF), S. Jogee, A. Koekemoer, R. Lucas, M. Sosey and L. Bergeron (STScI).

Autor: Prof. Nuno Nascimento

Professor de Informática e apaixonado pelo conhecimento científico.

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