O aquecimento global e a poluição têm vindo a acelerar fenómenos como a desoxigenação dos oceanos. Dados recolhidos nas últimas décadas mostram uma redução progressiva dos níveis de oxigénio em várias regiões do planeta.
Com base em medições realizadas desde os anos 50 do século XX, estima-se que os oceanos tenham perdido entre 1% e 2% do seu oxigénio total. Embora possa parecer um valor reduzido, os impactos são significativos e já começam a ser observados em diferentes ecossistemas marinhos.
Como explicam Keeling, Körtzinger e Gruber,
o aumento da temperatura da água diminui a capacidade do oceano de reter oxigénio, criando zonas cada vez mais pobres neste elemento essencial à vida.
Em zonas costeiras, o problema é agravado pela poluição por nutrientes, que tem contribuído para o crescimento das chamadas “zonas mortas”, áreas com níveis de oxigénio muito baixos.
Como refere um relatório internacional,
o oceano está a perder o seu fôlego, numa tendência que poderá intensificar-se nas próximas décadas.
As consequências já são visíveis: muitas espécies marinhas são forçadas a migrar para águas mais oxigenadas, alterando cadeias alimentares e ecossistemas inteiros. Este fenómeno pode afetar diretamente a pesca e a segurança alimentar.
Para os cientistas, a mensagem é clara: a desoxigenação dos oceanos não é um fenómeno isolado, mas parte de um conjunto de mudanças globais que incluem o aquecimento e a acidificação dos mares.
Como sublinha o investigador Matthew Long,
a perda de oxigénio no oceano é uma ameaça séria à vida marinha.
Identificar estes sinais e reduzir as suas causas será essencial para proteger o equilíbrio dos oceanos e o futuro da humanidade.
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