Está previsto para 2026 o lançamento de um telescópio construído na NASA Goddard Space Flight Center, que vai ter o nome de Roman Space Telescope. Este telescópio faz parte do projecto Nancy Grace Roman Space Telescope e simboliza uma das missões científicas mais arrojadas dos últimos anos, e tem a missão de observar o universo infravermelho com uma amplitude nunca antes conseguida por um observatório espacial. Com um espelho principal da mesma dimensão do telescópio Hubble, de aproximadamente 2,4 metros, este novo telescópio terá a capacidade de observação muito maior, com cerca de 100 vezes maior do que o Hubble.

Lisa Bartusek, do Goddard Space Flight Center, que é uma das pessoas responsáveis do departamento técnico e que lidera a implementação dos sistemas do observatório, refere que a missão foi concebida para equilibrar:

A sensibilidade e resolução necessária para explorar o universo longínquo, com a capacidade de cartografar vastas regiões do céu em tempo recorde.

O Roman é um instrumento com uma capacidade enorme para observação de estrelas, galáxias, planetas, de mapear vastas áreas do céu de forma constante, de recolha de dados como a expansão do universo, ou a natureza da matéria escura, objectos e fenómenos cósmicos. Tem uma câmara que consegue observar uma região muito maior do céu em cada imagem, em comparação com o Hubble, com centenas de megapixels.

Representação esquemática do Wide Field Instrument (WFI) Câmara principal do Telescópio Roman que captura imagens, com centenas de megapixels, permitindo realizar observações cósmicas rápidas e detalhadas em vastas áreas do céu.

Os cientistas envolvidos no projeto destacam que a amplitude de dados que o observatório vai gerar:

Poderá redefinir a nossa perspectiva sobre a evolução cósmica

Jody L. Davis, também da NASA Goddard, que enaltece que o telescópio está a:

Entrar na fase final de integração e testes, o que indica que estamos a poucos passos de uma nova era de descobertas. Os desafios técnicos foram enormes, mas conseguimos otimizar sistemas complexos que agora prometem levar a astronomia a um novo patamar.

Com lançamento previsto para o espaço próximo do ponto de Lagrange Terra‑Sol (L2), o Roman vai funcionar durante pelo menos cinco anos. A missão é vista como um complemento às capacidades do Hubble e do James Webb.

Porquê o Roman vai para L2?

Será colocado em L2 para conseguir observar o universo continuamente e dá-lhe uma posição fixa em relação à Terra e ao Sol, facilitando a comunicação com a Terra e reduzindo alterações de iluminação no telescópio.

Autor: Prof. Nuno Nascimento

Professor de Informática e apaixonado pelo conhecimento científico.

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