Foi elaborado um estudo liderado pela cientista Leandra Hamann juntamente com outros investigadores, na Universidade de Bona, onde analisaram um objecto comum em milhares de cozinhas, a esponja da loiça.
Os cientistas tentaram dar resposta à dúvida se estas esponjas contribuíam para a libertação de microplásticos no ambiente, criando para isso dois tipos de testes complementares: laboratoriais e em condições reais.
Nas condições reais tiveram a ajuda de famílias voluntárias, com diferentes tipos de esponja que usavam no dia-a-dia, sendo essa utilização alvo de análise da perda de material ao longo do tempo.

Fonte: Environmental Advances (2026). DOI: 10.1016/j.envadv.2026.100693
Ao mesmo tempo desenvolveram um dispositivo automatizado, denominado de spongebot que simulava o desgaste causado pela lavagem manual da loiça.
Os resultados mostram que todos os diferentes tipos de esponjas libertam microplásticos durante o seu uso podendo variar entre 0,68 e 4,21 gramas por ano. Estes valores podem parecer pequenos a uma escala individual, mas se estes dados forem observados numa perspectiva macro para milhões de pessoas, torna-se muito grande, podendo atingir centenas de toneladas anuais.
Mas a grande surpresa deste estudo, revelou que o maior impacto não vem dos microplásticos, mas do consumo de água durante a lavagem manual da loiça, que se situa entre 85% e 97% do impacto ambiental ligado ao consumo de água.
Este estudo demostra que pequenas actividades diárias podem contribuir muito para as consequências ambientais mais do que se imaginava. Os cientistas recomendam esponjas com menos plástico, um maior prolongamento no seu uso e na redução do consumo de água, para diminuir o impacto ambiental.
