Um estudo científico liderado pela cientista Joséphine Zangari, juntamente com mais um grupo de colaboradores, explorou o potencial de moléculas “espelho” no combate ao cancro, com o objetivo de tornar os tratamentos mais eficazes e menos agressivos.
Mesmo sendo muito parecidas, conseguem ter alterações biológicas completamente diferentes. Estas moléculas são conhecidas como D-Aminoácidos e apresentam uma organização oposta em relação ao que existe nos humanos.
Os investigadores pelo estudo, realçam que esta diferença de estrutura nas moléculas “espelho” podem ser cruciais, pois os resultados preliminares apontam para que estas moléculas consigam interferir com os processos que são essenciais para o crescimento de células tumorais, reduzindo a sua propagação.
Para além disso verificaram também que parecem ter uma repercussão reduzida nas células saudáveis, sendo uma das maiores vantagens aos tratamentos tradicionais. As células humanas estão “programadas” para identificarem apenas um das formas, o que permite analisar estas variantes como uma forma de abordagem mais seletiva.
Apesar de estar numa fase inicial tendo por base ensaios de laboratório, os autores referem que os dados obtidos são muito auspiciosos para justificar mais trabalho de investigação, incluindo testes em sistemas biológicos mais complexos.
Estes resultados se forem confirmados em fases mais avançadas de um novo estudo científico, poderão favorecer para o desenvolvimento de terapias mais dirigidas, com menos efeitos secundários e uma maior eficácia, dando inicio a uma nova frente no combate ao cancro.
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