O próximo grande observatório da NASA deu um passo decisivo em direção ao espaço. No dia 25 de novembro de 2025, os técnicos concluíram a montagem total do Nancy Grace Roman Space Telescope no Goddard Space Flight Center. Esta missão foi concebida para desvendar os maiores mistérios do cosmos: a matéria escura, a energia escura e a existência de mundos distantes fora do nosso Sistema Solar.
Visão panorâmica e detalhe sem precedentes
Embora utilize um espelho de dimensões semelhantes ao do Hubble, o Roman combina profundidade e amplitude de uma forma nunca antes vista. Equipado com o Wide Field Instrument, uma câmara de 288 megapixels, o telescópio terá um campo de visão 100 vezes superior ao do Hubble. Esta capacidade permitirá mapear o céu centenas de vezes mais depressa, criando um arquivo colossal de dados.
Tecnologia de ponta: O coronógrafo
Uma das maiores inovações desta missão é o Coronagraph Instrument, uma demonstração tecnológica que funcionará como um “bloqueador de brilho”. Ao tapar a luz intensa das estrelas, os cientistas poderão fotografar diretamente o brilho ténue de planetas em órbita, ajudando a responder à pergunta fundamental: “Estamos sozinhos?”.
Uma fábrica de dados para a humanidade
A escala das descobertas esperadas é, segundo Julie McEnery, cientista sénior do projeto, “inimaginável”. Nos seus primeiros cinco anos, o Roman deverá revelar:
- Mais de 100.000 novos planetas (exoplanetas).
- Centenas de milhões de estrelas e milhares de milhões de galáxias.
- Um volume de dados de 20 petabytes (20.000 terabytes).
Fiel ao compromisso da NASA com a ciência aberta, todos os dados do Roman serão disponibilizados publicamente de forma imediata, sem qualquer período de exclusividade.
Lançamento e legado
A missão presta homenagem a Nancy Grace Roman, a primeira astrónoma-chefe da NASA, conhecida como a “mãe do Hubble”. O telescópio será lançado por um foguetão Falcon Heavy da SpaceX, com uma janela de lançamento que poderá abrir-se já no outono de 2026. O seu destino final será a cerca de 1,5 milhões de quilómetros da Terra, onde passará décadas a transformar virtualmente todos os ramos da astronomia.
