Um super El Nino pode formar-se entre 2026 e 2027 segundo um grupo de investigadores de reputação internacional. O fenómeno que consiste no aumento da temperatura anormal das águas do Oceano do Pacífico Equatorial, influencia padrões climáticos globais, abrangendo temperaturas, precipitação e a frequência de fenómenos extremos.

O autor principal Josef Ludescher e os outros investigadores, autores do estudo Climate network and complexity based ENSO forecast for 2026, publicado em pré-print no arXiv, destacou que:

Os nossos modelos estatísticos e de complexidade sugerem uma probabilidade crescente de uma fase quente intensa do ENSO, que poderá ter impactos globais significativos.

Os resultados têm por base os dados históricos e em modelos climáticos de última geração que ajudam a antecipar padrões e possíveis extremos.

A oscilação do sul do El Nino é caracterizado por um aquecimento e arrefecimento das águas do Pacífico Equatorial que influencia o clima global. Esta oscilação é conhecida como ENSO (El Nino Southern Oscillation) e os cientistas utilizam modelos climáticos baseados em rede e complexidade, para prever a evolução do ENSO, analisando como diferentes variáveis do oceano e da atmosfera interagem.

Estes modelos permitem avaliar a intensidade e a duração de um El Nino e prever o seu impacto em regiões distantes do Pacífico, desde a América Latina até à Ásia e África.

Se estes cenários concretizarem-se, o clima do planeta poderá enfrentar temperaturas médias globais mais altas, secas prolongadas em algumas regiões e chuva intensa noutras, segundo os autores. É importante haver uma análise continua da situação e da necessidade de um planeamento de antecipação para atenuar os efeitos de um evento desta magnitude.

Autor: Prof. Nuno Nascimento

Professor de Informática e apaixonado pelo conhecimento científico.

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